Nomes que bombaram há 100 anos e são as grandes apostas para os bebês de agora

Apesar da época de nascimento ser um fator que influencia muito na escolha do nome do bebê, aos poucos esta regra tem ficado para trás. Recentemente, uma plataforma digital especialista em nomes para crianças divulgou uma análise em que aponta os principais nomes antigos para meninos e meninas que são tendência para os próximos anos. A boa notícia é que alguns deles são (ou foram!) comuns no Brasil.

Nomes antigos para bebês
Todo ano o site Nameberry estuda quais eram os nomes mais populares há 100 anos, a partir daí, analisam alguns deles que foram esquecidos com o passar do tempo e apontam quais possuem maior potencial para agradar os papais de hoje. No ranking dos nomes mais queridinhos de 1918, por exemplo, pelo menos 25 deles já foram vistos em solos brasileiros.

Veja as listas de nomes antigos para meninos e meninas:
Nomes femininos antigos

  1. 1. Agatha
  2. 2. Augusta
  3. 3. Bernadete
  4. 4. Carmela
  5. 5. Cleo
  6. 6. Délia
  7. 7. Ida
  8. 8. Inês
  9. 9. Ione
  10. 10. Lucinda
  11. 11. Minerva
  12. 12. Muriel
  13. 13. Olga
  14. 14. Yolanda

Nomes masculinos antigos

  1. 1. Benedito
  2. 2. Clemente
  3. 3. Cornélio
  4. 4. Edmundo
  5. 5. Ferdinando
  6. 6. Isidoro
  7. 7. Lucio
  8. 8. Tadeu
  9. 9. Ulisses
  10. 10. Waldo
  11. 11. Wallace

Por onde começar?

Comece a falar sobre o assunto com seu parceiro o quanto antes, para conseguir pelo menos algumas diretrizes básicas. Tenha uma listinha sempre à mão, para acrescentar um nome interessante quando cruzar com ele ou quando tiver uma inspiração súbita. Há muita coisa para levar em conta na hora de decidir o nome do bebê: agradar à família, fugir de apelidos embaraçosos e evitar nomes que remetam a lembranças ruins. Veja a seguir alguns pontos para ter em mente:

Som e compatibilidade. Diga em voz alta o nome completo do seu filho, com nome e sobrenome. Como ele soa? O nome combina bem com o sobrenome? Não se esqueça de tentar também só o primeiro e o último nome, no caso de haver vários sobrenomes. Às vezes nomes mais curtos combinam melhor com sobrenomes compridos, e vice-versa. Cuidado com trocadilhos, mesmo que eles pareçam bonitinhos na hora. Lembre-se de que seu filho vai conviver com eles pelo resto da vida.

Para quem tem mais de um filho, uma dica: experimente gritar os dois nomes juntos, como se estivesse chamando as crianças para tomar banho. Se a língua enrolar fácil, pense duas vezes. Chamar os nomes em voz alta será uma das coisas que você vai mais fazer na vida!

Originalidade. Um nome incomum tem a vantagem de fazer a pessoa se destacar. Um nome muito frequente vai fazer com que seu filho acabe sendo conhecido pelo sobrenome, porque sempre haverá mais de um na classe, por exemplo. Por outro lado, um nome estranho demais, ou de pronúncia difícil, pode acabar chamando uma atenção indesejada para a criança. Uma boa regra é: se o sobrenome for comum, como Souza ou Martins, vale procurar um nome mais original, ou talvez um nome composto, para evitar que haja muitos homônimos. Se o sobrenome for muito diferente, talvez valha a pena investir num nome mais consagrado e tradicional, mais reconhecível.

Como no Brasil as estatísticas oficiais sobre os nomes mais comuns não são muito detalhadas e não levam em conta nomes compostos, confira os dados do BabyCenter sobre os nomes da moda no Brasil. Também dê uma investigada nas escolinhas, ou faça um passeio em maternidades, olhando os enfeites das portas, para sentir quais são os nomes mais na moda. Assim você não se surpreenderá de encontrar mais três Gabrielas na classe da sua filha daqui a uns anos.

Nomes repetidos. Talvez você sempre tenha sonhado, desde criança, em dar determinado nome a seu filho, e, agora que finalmente está grávida, sua cunhada resolveu dar exatamente o mesmo nome ao bebê dela, que acaba de nascer. Por um lado é estranho ter dois primos com o mesmo nome, mas por outro você não precisa abrir mão do seu sonho só por isso.

Uma alternativa é criar um nome composto, para diferenciar o do seu filho, e na intimidade chamá-lo só pelo nome que você gosta. Se os sobrenomes vão ser diferentes, você pode bater o pé e usar o nome que sempre planejou. Afinal, o filho é seu! Aproveite e já planeje um apelido de que você goste — ele será inevitável.

Homenagens. Há famílias que escolhem o nome de acordo com a preferência religiosa, e há outras que têm tradições, como a de dar o nome do pai ao primogênito, criando os Júniores, Filhos e Netos. Se você concorda com a tradição, ótimo. Se não, não deixe que familiares imponham uma escolha que não é a sua. Converse francamente com seu companheiro, já que ele é o principal envolvido na história.

Se a tradição vencer e você não encontrar escapatória, pense num apelido de que goste bastante, para chamar o bebê desde pequenininho. Mesmo que o apelido fique só entre vocês dois, você terá a sensação de que pelo menos teve alguma participação na identidade do seu filho.

Significado. No dia-a-dia, pouca gente vai pensar no significado do nome do seu filho, mesmo porque as origens são obscuras e sujeitas a questionamentos. Mas vale a pena levar o significado em conta se ele for negativo: é provável que seu filho não fique muito feliz se descobrir.

Apelidos e cacófatos. Crianças sabem ser cruéis quando querem. Por isso, ao escolher o nome, pense em todos os potenciais apelidos ligados a ele, para ver se não há nenhum “perigoso”. A criatividade da maldade infantil é infinita, portanto pode ser que você não antecipe alguma gracinha. Mas não custa evitar as brincadeiras mais óbvias.

Grafia. O fato de ter ou não de soletrar o nome o tempo todo incomoda algumas pessoas. Na hora de decidir que sobrenomes a criança terá e qual será a grafia do primeiro nome, imagine-se no papel dela tendo de dar o nome completo a um atendente qualquer, no balcão de uma loja ou pelo telefone. Veja quanto tempo o processo leva e tome sua decisão. Quanto à grafia dos prenomes, a tentativa de ser original pode acabar se tornando um transtorno: pode ser que sua filha ache chato ter de se apresentar sempre como “Izabel com zê”, ou “Joanna com dois enes”.

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